Onde você vai estar quando Garrincha e Pelé estourarem e o Brasil ganhar a copa pela primeira vez? Onde você vai estar quando Fidel tomar Havana e decretar a vitória da Revolução Cubana? Onde você vai estar quando Brasília surgir? Onde você vai estar quando erguerem o muro de Berlim? Onde você vai estar quando Brizola tomar as rádios e formar a rede da Legalidade? Onde você vai estar quando o Brasil ganhar a copa do Chile? Onde você vai estar quando os Beatles lançarem o seu primeiro disco? Onde você vai estar quando Kennedy for assassinado? Onde você vai estar quando os militares tomarem o poder? Onde você vai estar quando a ditadura te censurar? Onde você vai estar quando Malcom X for assassinado? Onde você vai estar quando Roberto, Erasmo e Wanderléa estourarem na Jovem Guarda? Onde você vai estar quando os Rolling Stones se tornarem superastros? Onde você vai estar quando a psicodelia e as drogas estiverem em alta? Onde você vai estar quando todos os partidos forem instintos e só restarem ARENA e MDB? Onde você vai estar quando Castelo Branco fechar o congresso? Onde você vai estar?
Jovem se encanta com a antiguidade do grande hall
2 Outubro, 2007
Vitrola, telefone da década de 50 e um secador de cabelo antigo. Será que esses objetos atraem os jovens que vivem na geração do Ipod, celular e tecnologias surgindo a cada dia? Para a estudante de marketing, Fabiane Vasconcellos Carvalhal, 23 anos, recordar acontecimentos vivenciados dentro de sua casa ao deparar-se com os objetos que marcaram o início destas últimas cinco décadas foi uma viagem à sua infância, ao lado da família, e uma emoção ao identificar na NO AR elementos que ainda fazem parte de seu cotidiano.
A admiração pela antiguidade é um sentimento cultivado na família da jovem. “Meus pais tinham uma loja em Pelotas, onde vendiam vinil e cassete. Eles são colecionadores e apaixonado por telefones antigos, meu pai também tem vários objetos, inclusive uma lança da Revolução Farroupilha, herdada pelo seu bisavô”, relata.
Os eletrodomésticos, distribuídos no grande hall da exposição, foram o que mais chamou a atenção de Fabiane. A televisão dos anos 70 e o telefone de 56 são objetos presentes na casa da estudante. “Eu brincava com este secador de cabelo, que era da minha vó”, conta com entusiasmo ao se deparar com o modelo que a maioria das pessoas confundem com um aspirador de pó.
A exposição NO AR - 50 Anos de Vida, que em sua concepção transformou a Usina do Gasômetro em uma grande casa, teve um significado especial para essa admiradora de antiguidades. “Ao ver estes objetos, tive a sensação de estar em minha casa, onde muitos deles ainda fazem parte do meu dia-a-dia”, destaca.
Para a estudante, a importância do passado reflete um conhecimento para as pessoas. “Quando falo com os amigos da minha idade, a maioria não conhece esses eletrodomésticos. Adorei ver o radinho nas poltronas, tenho um assim lá em casa. Que bom ver aqui essa valorização da história através desses objetos”.
Quando Fabiane assistiu Jayme e Nelson Sirotsky na entrevista do Jornal do Almoço (RBSTV), direto da exposição, e viu no fundo do ambiente a Kombi e outros objetos, a emoção tomou conta de seus sentidos. “Fiquei imaginando como seria estar aqui. Confesso que minha vontade é chegar ao abrir as portas da exposição e só ir embora quando fechar”, relata.
A NO AR- 50 Anos de Vida, que segue até o dia 18 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 21h, atrai e emociona pessoas de diversas gerações. As sensações da jovem Fabiane traduzem o impacto que este evento tem na vida de quem vive a experiência de visitar e se encantar com o que a exposição oferece ao público.
(Pauta sugerida por Marcela La Rosa)
Emoção
27 Setembro, 2007Eu estou pensando nos cem anos do Grupo RBS. Talvez eu esteja aqui, talvez não. Aliás, eu estarei sim, espiritualmente, em pensamento, na história – como disse o Maurício. Afinal de contas, o que é que nós fazemos aqui todos os dias? Nós fazemos a história, nós fazemos parte da história, nós estamos construindo os próximos cinqüenta, cem, quem sabe quinhentos anos.
Trabalhar na exposição ‘No Ar – 50 Anos de Vida’ é um prazer, uma alegria que me contagia todos os dias. Por vezes esqueço que estou trabalhando, é como se aquilo o que faço na Usina do Gasômetro fosse um hobby, um lazer. Receber as pessoas, levar informação e acima de tudo, emoção. Cada olhar de fascínio, agradecimento, aperto de mão, sorriso, história, abraço e até mesmo lágrima que recebo é como se fosse combustível para mais cinqüenta anos de trabalho.
A inocência das crianças, a curiosidade dos estudantes, o saudosismo dos mais velhos, o orgulho dos profissionais, o reconhecimento dos anônimos. Milhares de emoções jorrando de todos os lados, contagiando aqueles que por ali passam e embriagando aqueles que ali estão. No Ar é assim, uma grande casa, uma grande família, lá dentro todos são iguais, afinal de contas, a emoção não tem idade, classe, cor, credo ou religião.
Algo especial a cada dia
26 Setembro, 2007Um espaço que apresenta a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e suas realizações ao longo de seus 20 anos de existência. De maneira muito objetiva, esse é o conceito das gangorras, localizadas na Exposição NO AR - 50 Anos de Vida. Mas ao ver pessoas de diversas faixas etárias usufruindo desse espaço, novos conceitos surgem e emocionam até mesmo quem está ali para facilitar uma experiência e surpreendentemente é tocado com uma interrogação: “Tia, este brinquedo é de graça?”, pergunta feita por uma criança carente, que no dia do passe-livre em Porto Alegre, escolheu a Exposição como destino.
Observando essa criança, pude constatar que a gangorra que traz a analogia das pessoas sendo fundamentais para o funcionamento do brinquedo e dos projetos sociais, revela uma imensa alegria para aqueles que nela brincam. O olhar que brilha, o sorriso largo, a visão de outras crianças na tela do vídeo, o sobe e desce…A criança que ali estava se envolveu por toda essa magia e ao final exclamou: “Hoje é o dia mais feliz da minha vida!”.
Experiências como essas, nos fazem refletir sobre a dimensão dessa exposição, que emociona o público e os profissionais que nela atuam. Trabalhando como facilitadora deste evento, tenho a sensação de a cada dia fazer uma pessoa mais feliz. Tenho a sensação de compartilhar das emoções e lembranças através das experiências proporcionadas. Além de facilitar a comunicação das pessoas com o seu mundo, tenho o privilégio de descobrir através do outro as razões que motivam os indivíduos a acordarem cedo, sob chuva e vento, em pleno domingo, enquanto a maioria prefere estar dormindo no aconchego de sua cama. Comunicação é realmente a nossa vida, e a NO AR comprova o valor dessa relação.
Lembro-me também, que na sala da internet, um senhor que aparentava ter uns 60 anos de idade, se aproximou com os olhos cheios de lágrimas e falou: “Moça, eu estou emocionado porque eu nunca tinha mexido no computador e consegui acessar o vídeo na cronologia”. São em momentos assim, que sendo facilitadora, participo de conquistas, singelas para alguns, mas inesquecíveis para quem as vivencia como uma descoberta.
Um show à parte
Ver gremistas e colorados vibrando ao mesmo tempo, quando assistem a vitória Grenal no telão da arena, nos faz refletir sobre a paz entre as torcidas, sobre essa alegria compartilhada que produz mais união. Observar a expressão das pessoas ao entrarem na exposição, principalmente quando o vídeo está rodando no telão, é sentir que a NO AR tem esse impacto direto com o público. É ter a certeza que após passarem a porta de entrada, foram tocadas, invadidas por sensações únicas.
No rádio, as pessoas estão sorrindo, chorando, gritam por impulso ao vibrarem com um gol narrado ao pé do ouvido. Cada espaço da exposição tem essa mágica transformadora. Estar ali, dia após dia, é ter a certeza de que algo novo acontece a cada momento.
Nós, facilitadores, já reconhecemos de longe uma música que toca, sabemos se ela vem do rádio, da cama, do telão, dos vídeos ou da geladeira. Já sabemos que cena vai aparecer e qual é a sua seqüência. Mas há algo que sempre é novidade, é único e muito especial. Algo que valoriza o nosso trabalho, que fortalece a nossa missão. Algo que nos faz pensar ao fim do nosso turno o quanto valeu a pena estar ali. Esse algo tão surpreendente é combustível e dá vida à exposição: As reações das pessoas. Fundamentais, tornam especiais os dias da NO AR.
Parabéns!
25 Setembro, 2007Hoje é comemorado o Dia do Rádio, e essa data não poderia passar em branco em nosso blog.
| O rádio surgiu no Brasil no dia sete de setembro de 1922. Peraí! Mas, porque o Dia do Rádio é dia 25 então? É que em 1923, Edgar Roquete Pinto fundou a primeira emissora brasileira: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Em homenagem ao seu patrono, o dia do rádio passou a ser comemorado na data de seu aniversário, 25 de setembro. |
Um efusivo abraço a todos aqueles que tornam esse veículo tão importante em nossas vidas. E, é claro, parabéns Edgar!
Aproveitamos para perguntar aos visitantes qual a importancia do rádio em suas vidas. Clique aqui e escute. Reportagem Luiz Jacomini e Thiago Morão.
Três feras do ioiô marcaram presença na NO AR
25 Setembro, 2007
Em visita à NO AR- 50 Anos de Vida, o trio formado por Luiz Paulo Neto, 19, Diógenes Machado, 24, e Lucas Silveira, 23, ficaram impressionados com a exposição no dia 18 de setembro. “Estamos visitando pela segunda vez. Tudo aqui é fantástico e o caleidoscópio nos surpreendeu”, relatou Luiz.
Divulgar o esporte e quebrar o paradigma de que o ioiô é apenas uma brincadeira são objetivos dos jovens. Aproveitando o ambiente interativo da exposição, eles fizeram um show à parte no intervalo que antecedeu o vídeo da arena. Na passagem pelo muro translúcido, a sombra do trio demonstrando manobras e técnicas, comprovou a habilidade com o ioiô.
Satisfação, coordenação motora e diversão são benefícios citados pelos experts na prática. Além de realizarem eventos para a divulgação do esporte, o trio também pesquisa muito sobre a evolução desse esporte em outros países como Estados Unidos e Japão.
Praticar o ioiô, fazendo manobras e utilizando técnicas que não enrolam e não dão nó são habilidades adquiridas com a experiência de cinco anos nesta área. Com formações em webdesigner, historiador e um estudante, eles aliam outros conhecimentos à pratica para desenvolver o esporte com excelência.
Assim como a Exposição NO AR- 50 Anos de Vida é fruto da paixão pela comunicação, o trio revela que o ioiô representa este sentimentos para eles, algo que traduz a dedicação por essa prática e que motiva a realização de eventos.
O Campeonato Regional de Ioiô, organizado por eles, ocorre no dia 13 de outubro, na Usina do Gasômetro, sala 309. O evento, que reunirá os melhores jogadores do Brasil, está envolvendo três mil pessoas indiretamente e conta com a estimativa de 300 pessoas de público.
Informações pelo email contato.ioio@gmail.com ou pelo site Ioiô Brasil.
PROMOÇÃO - No Ar: qual é sua capa preferida de ZH?
24 Setembro, 2007 
Os autores das melhores respostas ganharão uma impressão da capa escolhida.
A exposição No Ar - 50 Anos de Vida da RBS tem encantado seus visitantes, mostrando momentos marcantes nacionais e internacionais por meio de um passeio pela história da Comunicação. A Mesa reúne todas as capas do jornal Zero Hora de 04 de maio de 1964 a 30 de junho de 2007 e, nela, o visitante pode viajar no tempo, escolhendo o mês e ano que deseja folhear. Se você já conferiu a mostra e se encantou passeando pelas capas de ZH, participe da promoção Minha capa No Ar.
Até o dia 19 de novembro, envie um texto contando qual é a sua capa preferida na Mesa, justificando sua escolha. Toda quarta-feira, a partir de 26 de setembro, será publicado no site o melhor texto, junto com a imagem da capa indicada pelo vencedor. Ele também receberá, em casa, uma reprodução da capa, impressa em papel especial (Roman Plus). A escolha das melhores respostas será feita por jornalistas de ZH.
Para concorrer, você deve enviar um e-mail para: capapersonalizada@zerohora.com.br. É preciso informar a data da sua capa preferida e seus dados (nome completo, endereço, e-mail e telefone para contato). Inscrições que não contenham essas informações serão descartadas automaticamente. Você pode participar apenas uma vez e escolher apenas uma capa.
Para mais informações, escreva para capapersonalizada@zerohora.com.br ou telefone para 32184786.
Mendes Ribeiro Filho escuta a voz do pai novamente
23 Setembro, 2007
Seu pai narrou a conquista brasileira na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, escreveu crônicas na Zero Hora e comentou o cenário político direto de Brasília para o Jornal do Almoço (RBSTV). Ao longo dessa trajetória, marcou seu nome como um dos grandes comunicadores dos últimos 50 anos. O feito está registrado no painel da exposição No Ar – 50 Anos de Vida, que Mendes Ribeiro Filho, deputado federal (PMDB-RS), visitou ontem pela manhã. O filho do jornalista Mendes Ribeiro foi até a Usina do Gasômetro acompanhado da esposa Fernanda Nuñez, para “ouvir a voz do pai novamente”.
Sentado na poltrona do espaço das transmissões radiofônicas, defende “Nada supera o rádio, é emoção pura”. Ribeiro Filho folheou digitalmente as capas da ZH relembrando acontecimentos de destaque nacional. Parou durante alguns minutos frente à edição que registra a morte do seu pai. “Isso é um presente, um sinal de que existe algo além da vida”, comenta, emocionado, referindo-se à “imortalidade” que uma pessoa adquire ao fazer parte da história da comunicação.
Mendes Ribeiro Filho deixa uma pergunta no ar: “Como será esta exposição daqui a 100 anos?”.
O espaço da Internet e Silvia de Jesus
21 Setembro, 2007
A vice-presidente de Internet e Inovação do Grupo RBS, Silvia de Jesus, trouxe a família para visitar a exposição No Ar. Ela está a frente do portal de serviços hagah, que recentemente ampliou sua área de cobertura e passou a atuar na Grande Curitiba. Silvia conversou com os facilitadores Matheus Piovesan e Gustavo Alves e revelou que o site No Ar 50 Anos de Vida já recebeu quase 100 mil visitas desde que foi criado, em 24 de agosto.
Comentou ainda sobre o espaço da internet e quais as impressões que têm do mesmo. O local funciona com telas holográficas sensíveis ao toque, tecnologia de touch screen. Nele o usuário assiste a uma compilação de vídeos, áudios, fotografias e capas da Zero Hora presentes em toda a exposição e pode, a partir daí, criar a própria linha do tempo com o que mais julga interessante.

Clique aqui para escutar a entrevista feita com Silvia de Jesus.
Em tempo: depois de visitar novamente a ‘Internet’, comentou que o espaço funcionou perfeitamente.
Marcos Wainberg na exposição (e na história da RBS)
20 Setembro, 2007
O ator Marcos Wainberg com o segurança Luis Eduardo
Quem esteve visitando ontem a exposição No ar - 50 anos de vida foi o ator Marcos Wainberg. Conhecido pelo papel do diretor que vive chamando o Severino - Paulo Silvino - no programa Zorra Total, Marcos retribuiu com muito gentileza o carinho dos fãs que dele se aproximavam para fotografar ou pedir um autógrafo.
Encontro Wainberg na Cronologia da exposição, procurando alguns trabalhos em que teve participação. Natural de Porto Alegre, o ator trabalhou por alguns anos na TV Gaúcha antes de mudar-se para o Rio de Janeiro. Com ar tranqüilo, de quem está viajando para visitar a família, ia rememorando: “a inauguração da TV Caxias [em 1969], eu estava lá… olha aqui o festival que a gente produziu….”, referindo-se ao II Festival Sul-Brasileiro da Canção Popular, em julho de 1967.
Presença bastante ativa na história contada pela exposição, Wainberg ainda afirmou: “fui para o Rio de Janeiro com o Maurício [Sirotsky], pra fazer televisão”, lembrando a importância do comunicador para sua carreira.
Escrito por williantrevisan
Escrito por Fabiane Castro
Escrito por williantrevisan