Histórias que se juntam à nossa história constroem um novo contexto dia após dia. É o senhor de cabelos brancos que por diversas vezes visita a Exposição, relembra acontecimentos e compartilha suas lembranças. Somos ouvintes e nossa presença aquece o coração dessas pessoas ansiosas por um olhar, por alguém que escute suas façanhas e simplesmente traduza o significado da palavra atenção.
A criança se aproxima e com ela cada espaço torna-se mágico. Somos animadores dessa platéia que nos transforma em professores, tios e tias. Os olhares atentos confirmam que somos alguém em quem elas acreditam. Despertamos a imaginação e curiosas, essas crianças nos ensinam através de suas perguntas e respostas.
Algumas pessoas chegam sérias, inibidas com o diferente. Elas refletem uma maneira de agir com o novo, com o desconhecido. Olham para tudo, mas não tocam em nada, apenas observam. Passado um espaço de tempo, percebemos que algo tão simples aproxima e cria um ambiente acolhedor: o sorriso. Basta alguém sorrir e tudo fica mais leve. O sorriso aproxima.
Os deficientes físicos, as pessoas especiais, as diversas idades, origens e profissões…As particularidades se misturam e ocupam o mesmo espaço. Cada pessoa é tão única e traz consigo uma história que agrega aprendizados. Somos pessoas facilitando a comunicação. Dispostos a compreender novas linguagens, somos pessoas que gostam de pessoas e isso faz a diferença em nosso trabalho. Respeitar o ser humano é uma característica que guia nossas atitudes.
Histórias criam novas histórias. Os visitantes da NO AR se identificam com momentos retratados através de sons, imagens e interações que transformam-se em emoção. Cada reação demonstra um sentimento ao se reconhecerem nesta história, nesses 50 anos de vida.
Somos feitos de algo que esclarece, aproxima e une os indivíduos. Nosso viver contém um ingrediente que se expressa através de atitudes. Com ele, demonstramos nossos valores e construímos repertórios, ou seja, nossas histórias. Comunicação. Simples e ao mesmo tempo especial por expressar o que há dentro de nós. Assim, todos os dias, convidamos histórias a se juntarem à nossa história.
25 Outubro, 2007 às 8:52 am
Parabéns mais uma vez Fabi! Não canso de elogiar os teus textos! Adoro lê-los! Ficou maravilhoso como sempre!
Bjs
25 Outubro, 2007 às 9:31 pm
Olha aí o jornalismo literário… Muito bom Fabi!