Aline Scherer
Recebemos nesse feriado a visita do criador da primeira campanha publicitária da Zero Hora, Luiz Augusto Cama, vice-presidente da agência Ogilvy. Ele contou como foi fazer o filme de 30 segundos que mostrava um jovem com ares de intelectual enfrentando qualquer empecilho para ler o seu jornal. O ator, que trabalhava no atendimento da agência Denílson (a que criou o comercial), atravessava a avenida Borges de Medeiros na esquina com a Rua da Praia caminhando e lendo sua Zero Hora. A peça foi gravada sem interrupções, em hora de grande movimento no centro, sem interditar as ruas. Cama conta que nessa época a edição era feita através de moviola: os rolos de filme rebatiam no espelho como no monitor.
-Antigamente não tinha truques, o máximo de efeito especial que se fazia era fundir uma imagem em preto e branco. – compara com as tecnologias de hoje. Acrescentando que é muito fácil sentar na frente de um Machintosh e colecionar figuras e animações.
-Hoje em dia há muita preocupação com a forma e o conteúdo fica esquecido. Não se contam mais histórias como antigamente, comenta o publicitário.
Além desse anúncio, Cama promoveu o lançamento da campanha “Gaúcha rumo ao espaço” da TV Gaúcha e da inauguração do estádio do Beira Rio em 1969. O publicitário deu aula de Comunicação na PUC e ajudou a criar o currículo de quatro anos do curso de Publicidade e Propaganda da mesma faculdade.
17 Outubro, 2007 às 12:59 pm |
grande sacada esse texto! parabéns
mas essa hitória do Cama, de forma e conteúdo… sei lah eu, acho as duas coisas inseparáveis. forma já é conteúdo e vice-versa. pensem num grafite em um muro, não há como dizer o q eh forma ou o q eh conteúdo ali.