Neste espaço, relembramos o início da cronologia, quando aos 32 anos, Maurício associava-se à Rádio Gaúcha. Verificamos que a paixão do jovem de 14 anos e suas atitudes materializaram um sonho. Esse sentimento pela comunicação se revelou muito cedo e no decorrer do tempo, ele uniu esforços para projetos mais ousados.
É neste espaço que os jovens demonstram possuir sonhos ao identificarem-se com uma profissão, independente de ser da área de comunicação. É neste espaço que escuto as crianças dizerem frases do tipo: “Quando eu crescer, quero ser professora!”. É neste espaço também, que a linha do tempo entre o poste e o caráter multimídia de uma empresa apresenta a dimensão de um trabalho.
Pode parecer romantismo, mas me atrevo a dizer que este poste faz sonhar. É neste local que o diálogo entre público e facilitadores revela que um monumento estático tem profunda capacidade de mexer com o imaginário das pessoas e fazer com que elas reflitam sobre suas habilidades, desejos profissionais e realização pessoal. Fui me dar conta dessa realidade quando acompanhei uma turma durante a visita e ao chegarmos na sala do silêncio, um jovem que deveria ter uns 16 anos, falou: “Agora quero voltar ao pensamento que tive lá no poste, pensar em minha vocação e sonhar”. Motivando atitudes, o sonho antecede o caminho para a realização.