Um monumento que faz sonhar

10 Outubro, 2007

Discreto e localizado na lateral do telão da Arena, na Exposição No Ar- 50 Anos de Vida. Alguns podem até passar sem percebê-lo, mas quem relaciona seu significado com a vida, logo percebe a importância deste “monumento”. Refiro-me ao poste com alto-falante. A interatividade não está explicita. Sem emitir sons e imagens, revela seu diferencial. Esse poste é um começo de sonhos, que antecede as últimas cinco décadas de uma história. 

Acredito que as realizações acontecem através de atitudes, que antes de tudo, foram sonhadas. Paixão e talento são ingredientes presentes no alcance de objetivos. Sendo assim, relembrar através do poste que Maurício Sirotsky Sobrinho, aos 14 anos, na praça de Passo Fundo, revelava sua vocação para a comunicação através do Serviço de Alto-Falantes Sonora Guarany, é refletir sobre diversos aspectos. É neste espaço, que durante o passeio pela exposição, paramos para pensar sobre o que motiva nossas atitudes na busca de um ideal. 

Paixão, vocação, atitude e empreendedorismo. Essas palavras compõem os significados que este “monumento” possui. Durante as visitas guiadas, gosto quando chego neste local, onde minhas palavras são instrumentos fundamentais para contar uma história. Por parecer simplesmente um poste e sem grandes possibilidades de interação, as pessoas fixam o olhar em mim e neste momento vejo o sonho brilhar em seus olhos. Pois falar de vocação aliada à paixão pelo o que se faz é algo inspirador. 


Sonhar motiva atitudes

10 Outubro, 2007

Neste espaço, relembramos o início da cronologia, quando aos 32 anos, Maurício associava-se à Rádio Gaúcha. Verificamos que a paixão do jovem de 14 anos e suas atitudes materializaram um sonho. Esse sentimento pela comunicação se revelou muito cedo e no decorrer do tempo, ele uniu esforços para projetos mais ousados.  

É neste espaço que os jovens demonstram possuir sonhos ao identificarem-se com uma profissão, independente de ser da área de comunicação. É neste espaço que escuto as crianças dizerem frases do tipo: “Quando eu crescer, quero ser professora!”. É neste espaço também, que a linha do tempo entre o poste e o caráter multimídia de uma empresa apresenta a dimensão de um trabalho. 

Pode parecer romantismo, mas me atrevo a dizer que este poste faz sonhar. É neste local que o diálogo entre público e facilitadores revela que um monumento estático tem profunda capacidade de mexer com o imaginário das pessoas e fazer com que elas reflitam sobre suas habilidades, desejos profissionais e realização pessoal. Fui me dar conta dessa realidade quando acompanhei uma turma durante a visita e ao chegarmos na sala do silêncio, um jovem que deveria ter uns 16 anos, falou: “Agora quero voltar ao pensamento que tive lá no poste, pensar em minha vocação e sonhar”. Motivando atitudes, o sonho antecede o caminho para a realização.