“NO AR” no Programa do Jô

30 Outubro, 2007

Ontem, estava passando por todos os canais de televisão (em busca de algo interessante), quando me deparo com o nosso presidente (ou melhor, do Grupo RBS), Nelson Sirotsky. Ele estava lá para falar um pouco sobre a nossa exposição. O mais incrível é que, em meio a diversas coisas interessantes, o Jô só conseguiu fazer uma piadinha sem graça sobre gaúcho. Deplorável, mas fazer o quê?!

Enfim, vou parar de enrolar e deixar vocês assistirem à entrevista.

Clique aqui.


Histórias

22 Outubro, 2007

Histórias que se juntam à nossa história constroem um novo contexto dia após dia. É o senhor de cabelos brancos que por diversas vezes visita a Exposição, relembra acontecimentos e compartilha suas lembranças. Somos ouvintes e nossa presença aquece o coração dessas pessoas ansiosas por um olhar, por alguém que escute suas façanhas e simplesmente traduza o significado da palavra atenção.

 

A criança se aproxima e com ela cada espaço torna-se mágico. Somos animadores dessa platéia que nos transforma em professores, tios e tias. Os olhares atentos confirmam que somos alguém em quem elas acreditam. Despertamos a imaginação e curiosas, essas crianças nos ensinam através de suas perguntas e respostas.

 

Algumas pessoas chegam sérias, inibidas com o diferente. Elas refletem uma maneira de agir com o novo, com o desconhecido. Olham para tudo, mas não tocam em nada, apenas observam. Passado um espaço de tempo, percebemos que algo tão simples aproxima e cria um ambiente acolhedor: o sorriso. Basta alguém sorrir e tudo fica mais leve. O sorriso aproxima.

 

Os deficientes físicos, as pessoas especiais, as diversas idades, origens e profissões…As particularidades se misturam e ocupam o mesmo espaço. Cada pessoa é tão única e traz consigo uma história que agrega aprendizados. Somos pessoas facilitando a comunicação. Dispostos a compreender novas linguagens, somos pessoas que gostam de pessoas e isso faz a diferença em nosso trabalho. Respeitar o ser humano é uma característica que guia nossas atitudes.

 

Histórias criam novas histórias. Os visitantes da NO AR  se identificam com momentos retratados através de sons, imagens e interações que transformam-se em emoção. Cada reação demonstra um sentimento ao se reconhecerem nesta história, nesses 50 anos de vida.

 

Somos feitos de algo que esclarece, aproxima e une os indivíduos. Nosso viver contém um ingrediente que se expressa através de atitudes. Com ele, demonstramos nossos valores e construímos repertórios, ou seja, nossas histórias. Comunicação. Simples e ao mesmo tempo especial por expressar o que há dentro de nós. Assim, todos os dias, convidamos histórias a se juntarem à nossa história. 


Criador da primeira campanha publicitária da Zero Hora visita a Exposição

17 Outubro, 2007

Aline Scherer 

          Recebemos nesse feriado a visita do criador da primeira campanha publicitária da Zero Hora, Luiz Augusto Cama, vice-presidente da agência Ogilvy. Ele contou como foi fazer o filme de 30 segundos que mostrava um jovem com ares de intelectual enfrentando qualquer empecilho para ler o seu jornal. O ator, que trabalhava no atendimento da agência Denílson (a que criou o comercial), atravessava a avenida Borges de Medeiros na esquina com a Rua da Praia caminhando e lendo sua Zero Hora.  A peça foi gravada sem interrupções, em hora de grande movimento no centro, sem interditar as ruas.  Cama conta que nessa época a edição era feita através de moviola: os rolos de filme rebatiam no espelho como no monitor.

            -Antigamente não tinha truques, o máximo de efeito especial que se fazia era fundir uma imagem em preto e branco. - compara com as tecnologias de hoje. Acrescentando que é muito fácil sentar na frente de um Machintosh e colecionar figuras e animações. 

            -Hoje em dia há muita preocupação com a forma e o conteúdo fica esquecido. Não se contam mais histórias como antigamente, comenta o publicitário.

 Além desse anúncio, Cama promoveu o lançamento da campanha “Gaúcha rumo ao espaço” da TV Gaúcha e da inauguração do estádio do Beira Rio em 1969. O publicitário deu aula de Comunicação na PUC e ajudou a criar o currículo de quatro anos do curso de Publicidade e Propaganda da mesma faculdade.


Um monumento que faz sonhar

10 Outubro, 2007

Discreto e localizado na lateral do telão da Arena, na Exposição No Ar- 50 Anos de Vida. Alguns podem até passar sem percebê-lo, mas quem relaciona seu significado com a vida, logo percebe a importância deste “monumento”. Refiro-me ao poste com alto-falante. A interatividade não está explicita. Sem emitir sons e imagens, revela seu diferencial. Esse poste é um começo de sonhos, que antecede as últimas cinco décadas de uma história. 

Acredito que as realizações acontecem através de atitudes, que antes de tudo, foram sonhadas. Paixão e talento são ingredientes presentes no alcance de objetivos. Sendo assim, relembrar através do poste que Maurício Sirotsky Sobrinho, aos 14 anos, na praça de Passo Fundo, revelava sua vocação para a comunicação através do Serviço de Alto-Falantes Sonora Guarany, é refletir sobre diversos aspectos. É neste espaço, que durante o passeio pela exposição, paramos para pensar sobre o que motiva nossas atitudes na busca de um ideal. 

Paixão, vocação, atitude e empreendedorismo. Essas palavras compõem os significados que este “monumento” possui. Durante as visitas guiadas, gosto quando chego neste local, onde minhas palavras são instrumentos fundamentais para contar uma história. Por parecer simplesmente um poste e sem grandes possibilidades de interação, as pessoas fixam o olhar em mim e neste momento vejo o sonho brilhar em seus olhos. Pois falar de vocação aliada à paixão pelo o que se faz é algo inspirador. 


Sonhar motiva atitudes

10 Outubro, 2007

Neste espaço, relembramos o início da cronologia, quando aos 32 anos, Maurício associava-se à Rádio Gaúcha. Verificamos que a paixão do jovem de 14 anos e suas atitudes materializaram um sonho. Esse sentimento pela comunicação se revelou muito cedo e no decorrer do tempo, ele uniu esforços para projetos mais ousados.  

É neste espaço que os jovens demonstram possuir sonhos ao identificarem-se com uma profissão, independente de ser da área de comunicação. É neste espaço que escuto as crianças dizerem frases do tipo: “Quando eu crescer, quero ser professora!”. É neste espaço também, que a linha do tempo entre o poste e o caráter multimídia de uma empresa apresenta a dimensão de um trabalho. 

Pode parecer romantismo, mas me atrevo a dizer que este poste faz sonhar. É neste local que o diálogo entre público e facilitadores revela que um monumento estático tem profunda capacidade de mexer com o imaginário das pessoas e fazer com que elas reflitam sobre suas habilidades, desejos profissionais e realização pessoal. Fui me dar conta dessa realidade quando acompanhei uma turma durante a visita e ao chegarmos na sala do silêncio, um jovem que deveria ter uns 16 anos, falou: “Agora quero voltar ao pensamento que tive lá no poste, pensar em minha vocação e sonhar”. Motivando atitudes, o sonho antecede o caminho para a realização.     


Onde você vai estar?

9 Outubro, 2007

Onde você vai estar quando Garrincha e Pelé estourarem e o Brasil ganhar a copa pela primeira vez? Onde você vai estar quando Fidel tomar Havana e decretar a vitória da Revolução Cubana? Onde você vai estar quando Brasília surgir? Onde você vai estar quando erguerem o muro de Berlim? Onde você vai estar quando Brizola tomar as rádios e formar a rede da Legalidade? Onde você vai estar quando o Brasil ganhar a copa do Chile? Onde você vai estar quando os Beatles lançarem o seu primeiro disco? Onde você vai estar quando Kennedy for assassinado? Onde você vai estar quando os militares tomarem o poder? Onde você vai estar quando a ditadura te censurar? Onde você vai estar quando Malcom X for assassinado? Onde você vai estar quando Roberto, Erasmo e Wanderléa estourarem na Jovem Guarda? Onde você vai estar quando os Rolling Stones se tornarem superastros? Onde você vai estar quando a psicodelia e as drogas estiverem em alta? Onde você vai estar quando todos os partidos forem instintos e só restarem ARENA e MDB? Onde você vai estar quando Castelo Branco fechar o congresso? Onde você vai estar?


Jovem se encanta com a antiguidade do grande hall

2 Outubro, 2007

p101005.jpg

Vitrola, telefone da década de 50 e um secador de cabelo antigo. Será que esses objetos atraem os jovens que vivem na geração do Ipod, celular e tecnologias surgindo a cada dia? Para a estudante de marketing, Fabiane Vasconcellos Carvalhal, 23 anos, recordar acontecimentos vivenciados dentro de sua casa ao deparar-se com os objetos que marcaram o início destas últimas cinco décadas foi uma viagem à sua infância, ao lado da família, e uma emoção ao identificar na NO AR elementos que ainda fazem parte de seu cotidiano. 

A admiração pela antiguidade é um sentimento cultivado na família da jovem. “Meus pais tinham uma loja em Pelotas, onde vendiam vinil e cassete. Eles são colecionadores e apaixonado por telefones antigos, meu pai também tem vários objetos, inclusive uma lança da Revolução Farroupilha, herdada pelo seu bisavô”, relata. 

Os eletrodomésticos, distribuídos no grande hall da exposição, foram o que mais chamou a atenção de Fabiane. A televisão dos anos 70 e o telefone de 56 são objetos presentes na casa da estudante. “Eu brincava com este secador de cabelo, que era da minha vó”, conta com entusiasmo ao se deparar com o modelo que a maioria das pessoas confundem com um aspirador de pó. 

A exposição NO AR - 50 Anos de Vida, que em sua concepção transformou a Usina do Gasômetro em uma grande casa, teve um significado especial para essa admiradora de antiguidades. “Ao ver estes objetos, tive a sensação de estar em minha casa, onde muitos deles ainda fazem parte do meu dia-a-dia”, destaca. 

Para a estudante, a importância do passado reflete um conhecimento para as pessoas. “Quando falo com os amigos da minha idade, a maioria não conhece esses eletrodomésticos. Adorei ver o radinho nas poltronas, tenho um assim lá em casa. Que bom ver aqui essa valorização da história através desses objetos”. 

Quando Fabiane assistiu Jayme e Nelson Sirotsky na entrevista do Jornal do Almoço (RBSTV), direto da exposição, e viu no fundo do ambiente a Kombi e outros objetos, a emoção tomou conta de seus sentidos. “Fiquei imaginando como seria estar aqui. Confesso que minha vontade é chegar ao abrir as portas da exposição e só ir embora quando fechar”, relata. 

A NO AR- 50 Anos de Vida, que segue até o dia 18 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 21h, atrai e emociona pessoas de diversas gerações. As sensações da jovem Fabiane traduzem o impacto que este evento tem na vida de quem vive a experiência de visitar e se encantar com o que a exposição oferece ao público.

 (Pauta sugerida por Marcela La Rosa)