
Vitrola, telefone da década de 50 e um secador de cabelo antigo. Será que esses objetos atraem os jovens que vivem na geração do Ipod, celular e tecnologias surgindo a cada dia? Para a estudante de marketing, Fabiane Vasconcellos Carvalhal, 23 anos, recordar acontecimentos vivenciados dentro de sua casa ao deparar-se com os objetos que marcaram o início destas últimas cinco décadas foi uma viagem à sua infância, ao lado da família, e uma emoção ao identificar na NO AR elementos que ainda fazem parte de seu cotidiano.
A admiração pela antiguidade é um sentimento cultivado na família da jovem. “Meus pais tinham uma loja em Pelotas, onde vendiam vinil e cassete. Eles são colecionadores e apaixonado por telefones antigos, meu pai também tem vários objetos, inclusive uma lança da Revolução Farroupilha, herdada pelo seu bisavô”, relata.
Os eletrodomésticos, distribuídos no grande hall da exposição, foram o que mais chamou a atenção de Fabiane. A televisão dos anos 70 e o telefone de 56 são objetos presentes na casa da estudante. “Eu brincava com este secador de cabelo, que era da minha vó”, conta com entusiasmo ao se deparar com o modelo que a maioria das pessoas confundem com um aspirador de pó.
A exposição NO AR - 50 Anos de Vida, que em sua concepção transformou a Usina do Gasômetro em uma grande casa, teve um significado especial para essa admiradora de antiguidades. “Ao ver estes objetos, tive a sensação de estar em minha casa, onde muitos deles ainda fazem parte do meu dia-a-dia”, destaca.
Para a estudante, a importância do passado reflete um conhecimento para as pessoas. “Quando falo com os amigos da minha idade, a maioria não conhece esses eletrodomésticos. Adorei ver o radinho nas poltronas, tenho um assim lá em casa. Que bom ver aqui essa valorização da história através desses objetos”.
Quando Fabiane assistiu Jayme e Nelson Sirotsky na entrevista do Jornal do Almoço (RBSTV), direto da exposição, e viu no fundo do ambiente a Kombi e outros objetos, a emoção tomou conta de seus sentidos. “Fiquei imaginando como seria estar aqui. Confesso que minha vontade é chegar ao abrir as portas da exposição e só ir embora quando fechar”, relata.
A NO AR- 50 Anos de Vida, que segue até o dia 18 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 21h, atrai e emociona pessoas de diversas gerações. As sensações da jovem Fabiane traduzem o impacto que este evento tem na vida de quem vive a experiência de visitar e se encantar com o que a exposição oferece ao público.
(Pauta sugerida por Marcela La Rosa)